Segundo a Prefeitura de São Vicente, a servidora municipal Kátia Santana recebeu o diagnóstico de câncer de mama aos 34 anos, em 2018. O relato de sua trajetória integra as ações do Outubro Rosa.
Após buscar atendimento médico, Kátia passou por avaliação na rede municipal e foi encaminhada para investigação da doença. O tratamento especializado foi realizado no Hospital São Camilo, em São Paulo, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O tratamento intensivo durou cerca de três anos e incluiu diferentes terapias e cirurgias. Durante esse período, Kátia precisou se afastar do trabalho e enfrentou mudanças na rotina familiar, enquanto cuidava do filho, que tinha 5 anos.

Mesmo após o fim das terapias intensivas, a servidora segue em acompanhamento médico e relata sequelas físicas e impactos na memória. A experiência também é apresentada junto às informações sobre os caminhos de atendimento e exames para mulheres em São Vicente.
Diagnóstico aos 34 anos e tratamento intensivo em São Paulo
Kátia Santana contou à Prefeitura de São Vicente que um sonho a levou a procurar atendimento médico e agendar exames. A investigação incluiu avaliação com mastologista na rede municipal e uma biópsia, realizada em maio de 2018, que confirmou a doença.
Segundo o relato, o nódulo aumentou de 2 milímetros para 13,5 centímetros em menos de cinco meses. A rápida evolução acompanhou um percurso de tratamento que incluiu quimioterapia, radioterapia e sete cirurgias na mama.
Durante o acompanhamento, Kátia também enfrentou uma infecção após a radioterapia. Depois dessa etapa, continuou tomando medicamentos por um ano e meio, conforme as informações divulgadas pela prefeitura.
Sequelas e acompanhamento após o tratamento
Entre os efeitos físicos relatados por Kátia estão a perda dos cabelos e queimaduras graves na pele após a radioterapia. Ela também descreveu sequelas que afetam a rotina e a memória, mesmo depois do encerramento das terapias intensivas.
A servidora afirmou que segue em acompanhamento no Hospital São Camilo, com consultas semestrais com oncologista e mastologista. Embora se considere curada, explicou que as avaliações médicas continuam sendo necessárias após o câncer de mama.
Kátia disse que a espiritualidade a ajudou a compreender a experiência e que o diagnóstico mudou sua maneira de enxergar a vida. Ao falar sobre as marcas que permanecem, observou que seu estado físico pode não revelar os desafios internos e as sequelas do tratamento.
Outubro Rosa e acesso à mamografia em São Vicente
Em São Vicente, mulheres podem iniciar o atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) ou na Estratégia Saúde da Família (ESF) de referência. A equipe oferece orientação e avaliação inicial para quem busca atendimento relacionado à saúde das mamas.
Moradoras da cidade com idade entre 40 e 69 anos também podem agendar mamografia pelo WhatsApp do projeto Raio Rosa, no telefone (13) 3569-4940, sem pedido médico. O exame é realizado no Centro de Apoio e Diagnóstico (CAD), na Rua Costa Rego, s/nº, esquina com a Rua Minas Gerais, nº 19, na Vila São Jorge.
Se a mamografia apontar alterações suspeitas, a investigação pode incluir exames de imagem, avaliação especializada e biópsia, conforme indicação médica. A rede municipal oferece atendimento em mastologia na Unidade de Saúde da Mulher e, após a confirmação do câncer de mama, encaminha a paciente para tratamento oncológico especializado pela rede estadual, por meio da Rede Hebe Camargo.


